Vale a pena engordar fêmeas de descarte?
Muitos produtores ficam se questionando na hora que descartarem as fêmeas do seu rebanho. “Afinal de contas, vale a pena engordar as vacas de descarte do meu rebanho?”. Se você é um desses, continua lendo para entender as diferenças entre a terminação de fêmeas e machos, e até que ponto é lucrativo engordar suas vacas destinadas ao abate. A primeira preocupação que todo pecuarista tem na engorda de vacas de descarte é a baixa conversão alimentar. Ou seja, são animais que comem muito e ganham pouco peso. Esse fator acaba por elevar o custo de produção dessa categoria animal. Logo, a primeira diferença que temos, é que a conversão alimentar machos é maior do que a conversão alimentar de fêmeas, em especial as fêmeas mais velhas, como é o caso das vacas de descarte. Outro ponto importante, que difere a terminação de machos e fêmeas, está na deposição de gordura. Enquanto a deposição de gordura no macho se dá distribuída por toda a musculatura, nas fêmeas, em especial as mais velhas, a deposição se concentra na região abdominal, principalmente na região do úbere. Portanto, o ganho de tecido adiposo, nas vacas de descarte, concentra-se em regiões não utilizadas para o consumo. Sendo assim, o rendimento de carcaça também é maior em machos do que nas fêmeas. Dito tudo isso, a pergunta persiste, vale a pena mesmo engordar as vacas de descarte? E a resposta é: SIM! Entretanto, definir o ponto ideal para o abate desses animais é fundamental para a lucratividade do processo. Para as vacas, a concentração de energia das dietas deve ser mais elevada, visando engordá-las de 2@ a 3@, para aumentar o peso de abate. Além disso, é necessário colocar o mínimo requerido de acabamento, pelo menos 3mm de espessura de gordura. Desta forma, o ganho na venda desses animais para o abate vai ser maior do que o dinheiro gasto na alimentação dessa categoria. É como diz o velho ditado... Alisou, morreu manda embora
2/5/20261 min read

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